Uma potencial greve de funcionários que ameaçava paralisar as atividades do Hospital Materno Infantil de Santa Catarina (Hmisc) em Criciúma a partir desta sexta-feira (29) foi suspensa. A decisão ocorreu após a garantia de que os salários atrasados seriam regularizados ainda nesta quinta-feira (28), encerrando um período de grande incerteza e tensão para a equipe de saúde e para a população que depende dos serviços da unidade. A crise foi deflagrada em meio ao processo de transição da gestão hospitalar, gerando preocupação sobre a continuidade dos pagamentos e dos atendimentos.

A confirmação da suspensão do movimento grevista e da regularização dos vencimentos foi amplamente divulgada por figuras chave envolvidas nas negociações. O cirurgião pediátrico do Hmisc, Dr. Christian Prado, e o presidente do Sindisaúde (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região), Cléber Cândido, endossaram a projeção de que, com o pagamento assegurado, a greve não seria mais necessária. O sindicato tem atuado ativamente para defender os direitos dos trabalhadores e garantir uma transição de gestão sem prejuízos para a categoria.

A resolução da situação foi impulsionada por uma reunião de emergência realizada na quarta-feira (27), que contou com a participação de deputados da bancada do Sul, do secretário estadual de Saúde, Diogo Demarchi, e da gerente regional da Secretaria de Saúde do estado, Moyra Lopes. A gestão atual do Hmisc, ainda sob a responsabilidade do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), também esteve presente para alinhar as soluções. O coordenador da bancada, Rodrigo Minotto, destacou a importância da participação de todos os envolvidos para definir um desfecho positivo. A nova administradora, a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo, que assumirá a gestão oficial a partir de 1º de junho, já iniciou trabalhos de caráter emergencial, incluindo a contratação de novos técnicos e enfermeiros, medida que trouxe maior segurança e engajamento para a equipe.

Apesar dos avanços significativos, o sindicato ainda está em contato com a nova gestora para ajustar detalhes contratuais, buscando, entre outros pontos, a garantia de uma estabilidade de seis meses para os funcionários, visando assegurar a permanência além do contrato de experiência. Com a suspensão da greve e a tendência de manutenção dos serviços, o processo de remoção de pacientes em estados de maior gravidade, que havia sido iniciado como medida preventiva, será interrompido, e as atividades do hospital deverão retornar à normalidade o mais cedo possível. O secretário Diogo Demarchi assegurou que a remarcação de cirurgias previamente agendadas na unidade é uma das prioridades da nova gestão, projetando que as novas datas serão estabelecidas em breve para minimizar qualquer impacto aos pacientes.