A qualidade do ar em Criciúma tem gerado preocupação entre especialistas após registrar índices considerados insalubres nos últimos dias. A exposição a partículas suspensas na atmosfera, muitas vezes invisíveis, pode penetrar profundamente nos pulmões e desencadear uma série de problemas respiratórios, afetando especialmente crianças, idosos e indivíduos com doenças crônicas.
O pneumologista pediátrico Gustavo de Oliveira Bernardo enfatiza a necessidade de atenção redobrada para pessoas com doenças respiratórias preexistentes durante períodos de ar comprometido. Ele ressalta que a manutenção rigorosa dos tratamentos médicos indicados, como o uso de bombinhas, corticoides e outras medicações, é fundamental. Além disso, o especialista destaca a importância da hidratação constante e da lavagem nasal como medidas eficazes para mitigar os efeitos das partículas poluentes.
Os sintomas mais comuns decorrentes da má qualidade do ar incluem irritação das vias aéreas, crises de sinusite, tosse persistente, ardência nos olhos e desconforto respiratório. Em indivíduos mais sensíveis, a exposição prolongada pode agravar condições como asma e bronquite. O meteorologista Michael Peterson explica que os índices de qualidade do ar são classificados em categorias de risco, sendo que níveis acima de 150 indicam ar insalubre para toda a população, independentemente de doenças pré-existentes.
Diante deste cenário, as orientações dos especialistas para a população de Criciúma incluem evitar atividades físicas extenuantes ao ar livre, manter os ambientes internos ventilados sempre que possível e aumentar a ingestão de água. Em caso de agravamento dos sintomas respiratórios, a busca por acompanhamento médico é essencial. Medidas preventivas adotadas em outras regiões, como o uso de filtros de ar em residências em áreas com histórico de queimadas, também servem de exemplo para a proteção contra poluentes atmosféricos.

