A procura por serviços de saúde mental na rede pública tem crescido. A estrutura do caps criciúma realizou aproximadamente 70 mil atendimentos nos primeiros dez meses de 2024, número que representa 85% do total de 83 mil atendimentos registrados durante todo o ano de 2023. O município de Criciúma possui uma Rede de Atenção Psicossocial completa, com capacidade para atender diferentes níveis de complexidade e pacientes de todas as faixas etárias, sendo as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) a principal porta de entrada para os serviços da atenção especializada, que incluem os Centros de Atenção Psicossocial.

O município dispõe de quatro Centros de Atenção Psicossocial para diferentes públicos. O CAPS II é voltado ao atendimento de adultos com transtornos mentais graves e persistentes. O CAPS III opera 24 horas e oferece acolhimento noturno para situações que demandam cuidado intensivo. Para pessoas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, o serviço disponível é o CAPS II AD. A rede conta, ainda, com o CAPS I, focado no atendimento de crianças e adolescentes, estruturando um atendimento segmentado para as necessidades de cada grupo de pacientes.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, os CAPS trabalham com a lógica de porta aberta, o que significa que o usuário pode procurar o serviço diretamente, sem a necessidade de um encaminhamento prévio. “A porta de entrada da rede é a Unidade Básica de Saúde, onde o usuário pode ser acolhido e ter sua situação avaliada. Mas também é importante que as pessoas saibam que os CAPS funcionam com porta aberta para as situações que precisam de atenção especializada. Isso facilita o acesso ao cuidado e permite que a equipe identifique qual é o acompanhamento mais adequado para cada caso”, destaca o secretário.

O aumento na procura pelos serviços de saúde mental é um indicador da necessidade de acompanhamento contínuo. De acordo com o gerente de Saúde Mental de Criciúma, Leandro Maffei, entre as demandas mais frequentes estão os transtornos de ansiedade e depressivos, crises de saúde mental e o uso prejudicial de álcool e drogas. “A procura pelos serviços mostra que a saúde mental precisa ser acompanhada de forma contínua e em diferentes pontos da rede. Nem toda situação exige o mesmo tipo de atendimento, por isso é importante que o usuário seja acolhido e tenha seu caso avaliado pela equipe”, pontua.