Criciúma vive um cenário de alerta na área da saúde por conta do aumento dos casos de doenças respiratórias e da baixa cobertura vacinal contra a gripe. Em 2026, o município já registrou sete mortes por síndrome respiratória. Dessas, cinco tiveram como causa a influenza. As informações foram confirmadas pelo secretário de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, ao portal Sul in Foco nesta quarta-feira (20).

Segundo os dados atualizados da campanha de vacinação, Criciúma atingiu até agora pouco mais de 47% da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que prevê cobertura de 90% entre os grupos prioritários.

Os números considerados mais preocupantes estão entre crianças e idosos. A cobertura vacinal entre crianças está em 39,28%, enquanto entre idosos chegou a 50,62%. Já entre gestantes, o índice alcançou 59,54%. Ao todo, mais de 42 mil doses da vacina contra a influenza já foram aplicadas no município.

Durante a entrevista ao Sul in Foco, o secretário destacou que, no mesmo período do ano passado, Criciúma havia registrado nove mortes por síndrome respiratória. Ele lembrou ainda que a campanha de vacinação foi antecipada neste ano justamente por conta do aumento de casos respiratórios em todo o Brasil.

Floriano também afirmou que a procura pela vacina foi alta no início da campanha, mas diminuiu nas últimas semanas. Segundo ele, idosos, crianças e gestantes seguem sendo os grupos mais vulneráveis às complicações da gripe.

Para tentar ampliar a imunização, 15 das 47 unidades de saúde de Criciúma estão com horário estendido para vacinação, funcionando das 7h às 19h. Além disso, a sala de vacinação do bairro Boa Vista atende aos sábados, das 8h ao meio-dia.

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