O início de 2026 traz um cenário de otimismo para o consumidor em Santa Catarina, conforme aponta um levantamento recente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio). A pesquisa indica que 55,5% dos entrevistados no estado projetam uma melhora na situação econômica ao longo do ano, demonstrando uma confiança renovada no futuro.
O estudo, realizado entre os dias 5 e 20 de novembro de 2025 com 2.100 participantes em Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Joinville e Lages, avaliou a percepção dos consumidores sobre a economia, renda, emprego e suas intenções de consumo. A pesquisa buscou entender os fatores que moldam as expectativas para o próximo ano.
Um dos pilares desse otimismo é o desempenho robusto do mercado de trabalho catarinense. O estado ostenta a menor taxa de desemprego do país, fixada em 2,3%, e o segundo maior nível de ocupação nacional, atingindo 66,1%. Paralelamente, o rendimento real médio apresentou um crescimento expressivo de 10,1% no terceiro trimestre de 2025, alcançando a média de R$ 4 mil. Esses indicadores reforçam a confiança do catarinense, segundo Renato Carvalho, presidente do Sindilojas de Criciúma e vice-presidente da Fecomércio.
Em particular, o Sul do Estado se destaca com um otimismo ainda mais pronunciado. Em Criciúma, 90,67% dos entrevistados manifestaram acreditar na melhoria de sua situação financeira pessoal em 2026, além de uma visão positiva sobre a economia em geral. Carvalho ressalta que esse sentimento local impulsiona a segurança para compras e investimentos, refletindo uma tendência de aquecimento do consumo e do comércio na região.
Contudo, apesar do ambiente favorável em Santa Catarina, o levantamento também aponta para uma cautela geral em relação ao cenário nacional. Fatores como a proximidade de um ano eleitoral, a realização da Copa do Mundo, taxas de juros elevadas e os efeitos de recentes medidas econômicas continuam a ser observados de perto por consumidores e empresários. Essa dualidade entre o otimismo regional e a incerteza nacional molda as projeções econômicas para 2026, com o empresariado mantendo uma postura mais prudente diante de possíveis volatilidades.




