A Prefeitura de Criciúma iniciou nesta semana um conjunto de ações para reforçar o combate à dengue no município. A estratégia inclui a aplicação de inseticidas em pontos estratégicos e o recolhimento de materiais que possam acumular água, com foco na eliminação do mosquito Aedes aegypti.

Atualmente, a cidade registra 27 focos do mosquito transmissor da doença. Os bairros com maior incidência são Próspera, Imigrantes, Jardim Maristela, Nossa Senhora da Salete e Quarta Linha.

Uma das principais medidas adotadas é a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), técnica utilizada no combate à dengue, zika e chikungunya. O método consiste na aplicação de inseticida em paredes internas e superfícies onde o mosquito costuma pousar.

O produto utilizado será o Cielo ULV, aplicado por meio de nebulização. A técnica cria uma névoa que atua de forma imediata, eliminando os insetos adultos, e também deixa efeito residual nas superfícies tratadas.

A aplicação ocorre em locais com grande circulação de pessoas, como:

Por conta do odor mais intenso do produto, o trabalho é realizado em horários de menor fluxo.

Segundo o secretário de Saúde de Criciúma, Deivid de Freitas Floriano, a ação segue critérios técnicos e tem caráter preventivo. Ele destaca que a iniciativa é planejada para não impactar a rotina da população.

As aplicações começaram na quarta-feira (25) e seguem nos próximos dias. Confira o cronograma:

Além da aplicação de inseticidas, o município também prepara uma força-tarefa para recolhimento de entulhos, pneus e outros materiais que possam acumular água parada — ambiente propício para a proliferação do mosquito.

A ação será conduzida pelo Comitê de Meio Ambiente e Saneamento Básico, em parceria com a Secretaria de Infraestrutura e Obras. A partir da próxima semana, as equipes devem atuar principalmente no bairro Próspera, conforme mapeamento da Secretaria de Saúde.

O cronograma completo dessa etapa ainda está em fase final de definição.

A orientação das autoridades é que a população também contribua com a eliminação de recipientes que acumulem água, medida considerada essencial para reduzir os focos do mosquito na cidade.