Município registra cobertura vacinal de apenas 46,79%; dois jovens mortos com diagnóstico positivo para Influenza A não estavam com esquema vacinal completo
A baixa adesão à vacinação contra a gripe voltou a preocupar as autoridades de saúde de Criciúma em meio ao aumento da circulação dos vírus Influenza A H1N1 e H3N2 no país e à investigação de duas mortes recentes de jovens com diagnóstico positivo para Influenza A no município.
Conforme a enfermeira Katiane Figueiredo, gerente de Vigilância em Saúde de Criciúma, os dois casos seguem sob investigação epidemiológica para definição da causa do óbito e identificação de possíveis fatores associados. As vítimas são dois homens, de 24 e 15 anos. “Até o momento, o que se sabe é que os casos investigados não possuíam esquema vacinal completo contra influenza”, afirmou.
Apesar da preocupação gerada pelos casos recentes, Katiane explica que, de forma geral, o município ainda não registra aumento considerado alarmante nos óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Em 2025, Criciúma contabilizou nove mortes por SRAG no mesmo período do ano. Já em 2026, até agora, foram registrados sete óbitos. “Não tivemos aumento significativo no número de óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave até o momento. O cenário ainda não é considerado preocupante”, destacou.
Mesmo assim, a Vigilância em Saúde acompanha com atenção a circulação dos vírus influenza, principalmente os subtipos H1N1 e H3N2, historicamente associados aos casos mais graves e hospitalizações. “As vigilâncias epidemiológicas estaduais e nacionais vêm identificando circulação predominante dos subtipos Influenza A H1N1 e Influenza A H3N2, além de registros de Influenza B. Historicamente, os subtipos H1N1 e H3N2 estão entre os principais responsáveis pelos casos mais graves e hospitalizações relacionadas à doença”, explicou a enfermeira.
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