Os municípios da região carbonífera registraram saldo produtivo de 321 vagas de emprego formais em setembro, aponta levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho.
Os 12 municípios da região contabilizaram 7.480 admissões e 7.159 desligamentos. Criciúma liderou a geração de vagas, com saldo de 184 postos de trabalhos, enquanto Forquilhinha teve o pior resultado, com 128 vagas a menos.
Criciúma concentrou aproximadamente 49% das contratações da região e mais da metade do saldo positivo registrado no mês. Içara e Urussanga também se destacaram, com resultados de 150 e 118 vagas, respectivamente.
Dos doze municípios, oito fecharam o mês com saldo positivo e quatro no vermelho. Além de Forquilhinha, Siderópolis (-31), Nova Veneza (-39) e Lauro Müller (-44) também registraram queda no número de trabalhadores com carteira assinada.
Em Criciúma, os setores que mais contrataram foram também os que mais demitiram, por serem os maiores empregadores da cidade: o comércio (999 admissões e 920 desligamentos), a indústria de transformação (764 e 722) e os serviços administrativos e complementares (322 e 348).
O comércio foi o principal resultado pelo saldo positivo, com 79 vagas líquidas. Saúde (+49), educação (+21) e transporte e armazenagem (+21) também contribuíram. Na outra ponta, os serviços administrativos fecharam com 26 postos de trabalho a menos, e alojamento e alimentação, com decréscimo de 13 vagas. A indústria de transformação, que inclui segmentos como cerâmica, vestuário e plásticos, ficou praticamente estável, com saldo de −8.
Entre as atividades específicas, o atendimento hospitalar foi destaque positivo, com 165 admissões e 102 desligamentos (+63). Os serviços advocatícios (+37) e confecção de peças do vestuário (+27) também tiveram bom desempenho. Restaurantes (−16) e comércio varejista de vestuário (−14) estiveram entre as atividades que perderam vagas.
Na região como um todo, quase metade dos desligamentos (49%) ocorreu por pedido de demissão do próprio trabalhador. As dispensas sem justa causa responderam por 35% do total, e os términos de contrato, por 12,5%. Os números indicam um mercado com rotatividade voluntária relevante, e não uma onda de demissões.




