Criciúma sediou o I Seminário Nacional de Prevenção ao Adoecimento, Acidentes de Trabalho e Doenças Autoimunes, reunindo especialistas, profissionais da saúde, pesquisadores e representantes de entidades para discutir os desafios relacionados à saúde do trabalhador e da trabalhadora.

Realizado no Auditório Ruy Hülse da UNESC, o evento teve como foco a construção de propostas concretas para enfrentar o adoecimento relacionado ao trabalho, além de promover o debate sobre políticas públicas e estratégias de prevenção.

Durante o seminário, especialistas destacaram a necessidade de olhar para além do indivíduo e compreender o contexto em que o adoecimento ocorre. Para o psicólogo e palestrante André Guerra, é fundamental repensar a forma como o problema é tratado.

“Muitas vezes, o modelo de trabalho é o verdadeiro problema, mas a solução acaba sendo buscada no indivíduo. Precisamos olhar para as condições que adoecem as pessoas e sensibilizar toda a sociedade sobre isso”, afirmou.

Outro ponto abordado foi a influência de fatores externos ao ambiente de trabalho no processo de adoecimento. O professor e cientista Vanderlei Salvador Bagnato ressaltou que a saúde do trabalhador está diretamente ligada à sua realidade como um todo.

“O ambiente de trabalho pode, sim, adoecer, mas fatores externos também contribuem. O que nós, enquanto cientistas, podemos e devemos fazer é desenvolver soluções, tecnologias e conhecimento que ajudem a melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores”, destacou.

O presidente do Conselho Municipal de Saúde de Criciúma, Júlio César Zavadil, também reforçou a relevância do debate.

“Foi muito importante debater esse assunto, que faz parte da realidade de muitos trabalhadores e trabalhadoras. Precisamos ampliar essa discussão, fortalecer as políticas públicas e buscar soluções que realmente façam a diferença na vida das pessoas”, destacou.

O evento também marcou a elaboração da Carta de Criciúma, documento que reúne propostas construídas coletivamente durante o seminário e que será encaminhado aos poderes públicos municipal, estadual e nacional.

Com ampla participação e debates qualificados, o seminário reforçou a importância de olhar para a saúde do trabalhador de forma integrada, considerando não apenas o ambiente laboral, mas também os fatores sociais, emocionais e estruturais que impactam diretamente na qualidade de vida.

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O encontro aconteceu no Centro de Convivência do Idoso e foi marcado por uma palestra da assistente social Janice Merigo.

"“Muitas vezes, o modelo de trabalho é o verdadeiro problema, mas a solução acaba sendo buscada no indivíduo. Precisamos olhar para as condições que adoecem as pessoas e sensibilizar toda a sociedade sobre isso”, afirmou."