A ameaça de paralisação por parte dos funcionários do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC), localizado em Criciúma, tem gerado apreensão e mobilizado representantes políticos da região. A possível interrupção dos serviços é motivada por uma crise administrativa, que inclui atrasos no pagamento de salários e uma significativa redução das equipes de trabalho, especialmente nos setores de enfermagem e apoio técnico, conforme denúncias encaminhadas ao Ministério Público Estadual (MPSC). O HMISC é uma unidade de saúde fundamental, servindo como referência no atendimento materno e infantil para toda a macrorregião sul de Santa Catarina.
Diante da gravidade da situação, a Bancada Regional Sul da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) prontamente se reuniu para abordar o tema. O encontro ocorreu na manhã da última quarta-feira (27), em Araranguá, durante a iniciativa "Alesc Itinerante", e contou com a participação do secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi Silva, que se juntou à discussão por telefone. A mobilização dos deputados reflete a preocupação com o impacto direto que uma paralisação teria sobre a saúde pública local e regional, afetando diretamente gestantes, mães e crianças em situação de vulnerabilidade.
O processo de transição administrativa da gestão do hospital, com a troca da empresa responsável pela unidade, é apontado como a raiz dos problemas. O coordenador da Bancada do Sul, deputado Rodrigo Minotto (PDT), enfatizou a seriedade do cenário: “Essa é uma situação que preocupa a todos, pois a paralisação pode comprometer todo o atendimento do hospital. Nossa bancada ouviu o secretário e está mobilizada para evitar que o atendimento seja comprometido.” A denúncia dos funcionários ao MPSC sublinha a urgência de uma solução para os problemas financeiros e de recursos humanos, que afetam a qualidade e a segurança do atendimento.
Entre as alternativas discutidas na reunião para mitigar a crise e evitar a paralisação, o secretário de Estado da Saúde apresentou a possibilidade de o Governo do Estado intervir diretamente, assegurando o pagamento dos salários dos funcionários que ameaçam cruzar os braços. A medida busca estabilizar a situação emergencial e garantir a continuidade dos serviços essenciais. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) deverá emitir um posicionamento oficial sobre a viabilidade e os termos dessa intervenção até o fim da tarde, delineando os próximos passos. A reunião contou também com a presença de outros parlamentares importantes, como o presidente da Alesc, Julio Garcia (PSD), e os deputados Volnei Weber (MDB), Tiago Zilli (MDB), Jessé Lopes (PL) e Pepê Collaço (PP), reforçando a dimensão política e institucional da crise.

