A fila para exames de ultrassom em Criciúma voltou ao centro do debate público. A demora para a realização do procedimento preocupa pacientes e profissionais da área da saúde, já que milhares de pessoas aguardam atendimento no município.
Segundo informações apresentadas na Câmara de Vereadores, mais de 5 mil pacientes estariam na fila aguardando ultrassonografia, mesmo com diversas clínicas disponíveis na cidade para realizar o exame. LEIA MAIS SOBRE SAÚDE:
Diante dessa situação, o tema foi levantado pelo vereador Luiz Fontana, que afirma haver suspeitas sobre a forma como os exames estão sendo organizados e contratados pela prefeitura. A reportagem entrou em contato com a prefeitura de Criciúma, mas obteve resposta sobre o assunto. O espaço segue aberto.
Fontana afirmou que decidiu investigar o caso após receber relatos de pacientes e clínicas da cidade. Ele contou que um assessor aguardou cerca de um ano para conseguir realizar um ultrassom de joelho.
Segundo o vereador, Criciúma possui mais de 14 clínicas capazes de realizar o exame, o que, na avaliação dele, deveria evitar uma fila tão grande.
De acordo com o parlamentar, algumas clínicas teriam deixado de atender após mudanças nos valores pagos pelos exames. Ele afirma que houve tentativa de redução nos pagamentos, o que teria desestimulado os atendimentos.
“O município tinha clínicas realizando centenas de exames por mês. Em alguns casos, esses atendimentos simplesmente deixaram de acontecer”, afirmou Fontana.
O vereador também criticou a decisão de encaminhar grande parte dos exames por meio de um consórcio regional de saúde, onde os valores pagos seriam menores do que os praticados anteriormente.
Além disso, ele questiona a decisão da prefeitura de abrir uma nova clínica pública de ultrassom e raio-x no bairro Rio Maina, em vez de ampliar os atendimentos nas clínicas já existentes da cidade.
Fontana afirma que a medida exige investimento em estrutura, equipamentos e contratação de empresa para disponibilizar médicos. Segundo ele, o valor previsto em licitação seria de cerca de R$ 72 por exame, número próximo ao pago às clínicas privadas.
Para o vereador, a situação precisa ser esclarecida. Ele apresentou um requerimento na Câmara pedindo informações detalhadas sobre a fila de exames e a forma como os ultrassons estão sendo contratados no município.
“Queremos entender por que a fila continua crescendo mesmo com tantas clínicas disponíveis em Criciúma”, afirmou.

