A visita do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), à região de Criciúma será marcada por um protesto de funcionários e ex-funcionários do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (Hmisc). O grupo se mobiliza para cobrar o pagamento de verbas rescisórias e salários atrasados, que estariam pendentes pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), antiga administradora da instituição hospitalar.

O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde) lidera a manifestação, buscando uma intervenção do governo estadual. O Estado foi o contratante do Ideas para a gestão do hospital desde 2017. O presidente do Sindisaúde, Cléber Cândido, expressou a intenção de levar a demanda ao governador, pedindo uma postura ativa do Estado na resolução do impasse, mesmo que judicialmente.

A manifestação ocorrerá durante a agenda oficial do governador na cidade, que inclui a inauguração do Anel Viário, com a conclusão do segmento 3, um trecho de 2,6 quilômetros que recebeu um investimento superior a R$ 26 milhões. O evento está programado para a tarde desta segunda-feira. Posteriormente, o governador participará da liberação ao tráfego do segmento 3 da duplicação da SC-108, entre Criciúma e o contorno de Cocal do Sul.

Cerca de 480 profissionais do Hmisc alegam não ter recebido suas rescisões contratuais e não conseguem acessar o FGTS. Além disso, médicos da instituição estariam com três meses de salários em atraso. Com a saída do Ideas no início do mês, a gestão do hospital foi assumida pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo, após um edital lançado pelo Governo do Estado. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que os salários de profissionais CLT foram pagos em maio, após ação judicial do Estado, mas que os complementos de piso e verbas rescisórias ainda estão em discussão judicial, com o Estado buscando diálogo para solução.