Cerca de 380 moradores do bairro Pinheirinho, em Criciúma, paralisaram a Avenida Centenário na noite da última terça-feira (31) em um ato de protesto contra a crescente onda de criminalidade que assola a região. Com cartazes e palavras de ordem, os manifestantes exigiram das autoridades uma solução imediata para a insegurança pública, que, segundo a comunidade, vem se agravando de forma contínua há pelo menos três décadas, impactando diretamente a qualidade de vida e a tranquilidade dos residentes. A principal via da cidade foi bloqueada como forma de chamar a atenção para a gravidade da situação.

A pauta do movimento não se limitou à cobrança por mais policiamento e ações de combate aos furtos, que são registrados diariamente, conforme atestado pela Polícia Militar. Os participantes também apresentaram uma demanda específica e controversa: a realocação do Centro POP e da casa de passagem. Essas instituições, responsáveis pelo acolhimento de pessoas em situação de rua, são vistas por parte dos moradores como elementos que, em sua percepção, contribuem para o cenário de insegurança no entorno do bairro.

Rafael Topanotti, membro da associação de moradores do Pinheirinho e um dos organizadores da manifestação, salientou a urgência em reverter o quadro atual. A comunidade clama por uma resposta efetiva do poder público, que vá além das ações pontuais e que contemple uma estratégia de segurança pública mais abrangente e duradoura. A percepção de abandono e a sensação de vulnerabilidade impulsionaram os moradores a se unirem em busca de visibilidade e de um compromisso concreto das autoridades municipais e estaduais.

O protesto na Avenida Centenário sublinha a insatisfação popular com a gestão da segurança em áreas urbanas e a complexidade de conciliar políticas sociais de acolhimento com a manutenção da ordem pública. A mobilização do Pinheirinho serve como um alerta para a necessidade de diálogo entre a sociedade civil, as forças de segurança e os gestores públicos, a fim de encontrar soluções que garantam a proteção dos cidadãos e o funcionamento adequado dos serviços de assistência social, sem que um comprometa o outro. A expectativa agora é por uma resposta das esferas governamentais diante das reivindicações apresentadas.