A atual secretária de Estado da Educação de Santa Catarina, Luciane Ceretta, definiu seu futuro após o período à frente da pasta. Ela comunicou sua intenção de encerrar o compromisso com o governo estadual no dia 31 de dezembro deste ano, com o objetivo de retornar à reitoria da Unesc já em janeiro.
Em entrevista concedida à Rádio Som Maior, Ceretta expressou o desejo de retomar sua carreira acadêmica e dar prosseguimento a compromissos que foram temporariamente adiados ao assumir a função no governo estadual. "Tenho a intenção de retornar à universidade. O meu prazo é 31 de dezembro, esse é o meu compromisso com o governador. Tenho um compromisso com a minha vida acadêmica, com a nossa Unesc. Eu tenho um compromisso com a Acafe (Associação Catarinense das Fundações Educacionais), que deixei pela metade também", declarou.
A possibilidade de uma candidatura à Prefeitura de Criciúma foi explicitamente negada pela secretária. Ela reforçou que não possui planos eleitorais e que sua prioridade máxima é a conclusão do trabalho na educação pública catarinense antes de seu retorno à universidade. "Não serei candidata à Prefeitura de Criciúma nem ontem, nem hoje e nem amanhã. Não tenho nenhuma intenção de ir para a urna que não seja para depositar o meu voto", afirmou.
Ceretta também teceu elogios à gestão municipal de Criciúma, considerando que a cidade está em "excelentes mãos". Ela reiterou que seu foco não é político-eleitoral no momento, mas sim concentrar esforços na educação pública e em seu retorno à Unesc, onde deve reassumir a reitoria em 1º de janeiro de 2027. A secretária ressaltou a importância de cumprir o prazo estabelecido com o governador Jorginho Mello, permitindo que a administração estadual se organize para o futuro. Embora não pretenda continuar na secretaria no próximo mandato, Ceretta não descartou a possibilidade de retornar ao serviço público em outra função futuramente, mas frisou que não há planos concretos nesse sentido agora. Ela também desmentiu qualquer conversa sobre a possibilidade de assumir o Ministério da Educação, negando tratativas com o governador, senadores ou outras figuras sobre o assunto. Ao avaliar sua gestão, mencionou o desempenho de Santa Catarina em indicadores como o Ideb e o Pisa, defendendo a necessidade de "investimento e empurrão" para o aprimoramento contínuo da educação básica.




